Descarbonização do Motor

Cuidados na Troca do Oléo do Motor



MUDANÇAS NA ESPECIFICAÇÃO DO ÓLEO DO MOTOR.

O resfriamento destes motores é a operação mais importante e mais crítica, exigindo da bomba de óleo pressão e vazão bem altas, para circular o lubrificante com rapidez. A velocidade de circulação do óleo nesses motores em rotações acima de 5.000 RPM é tão grande que chega a circular em um minuto mais de sete vezes o volume total de óleo existente no Carter. Além disso, a bomba de óleo deve ter pressão suficiente para manter os mancais e os tuchos pressurizados adequadamente principalmente nos regimes de alta rotação. 

O óleo é o principal responsável pela retirada do calor gerado nas câmaras de combustão ou explosão desses motores. Vale dizer que quanto mais rápido girar o motor mais rápido o óleo terá que circular para resfriar o calor produzido.

Um óleo mais grosso, “PESADO”, irá forçar a bomba de óleo, diminuindo a pressão e a vazão do óleo no sistema. Isto faz o óleo circular mais lento expondo-o por períodos mais longos a altíssimas temperaturas, provocando a “oxidação TÉRMICA” ou espessamento do óleo, popularmente conhecido como “BORRA”. Como resultado da formação da BORRA  temos o entupimento dos canais de lubrificação, o que trará danos gravíssimos aos componentes móveis levando o motor a fundir prematuramente por deficiência de lubrificação.

Deste modo, o óleo lubrificante utilizado nos motores de alta rotação deverá ser:

“leve” Deve ser o mais fino possível,

“SINTÉTICO ou SEMI SINTÉTICO” Ter altíssima resistência térmica,

”RESISTIR ao afinamento e ao engrossamento” Ter elevado índice de viscosidade.

Além das características técnicas do óleo, que devem atender rigorosamente as determinações do fabricante do veículo, fatores como o período de troca em função do tipo de uso do veículo e até mesmo a qualidade do combustível podem potencializar o problema relatado acima.